Londres, 03 de Abril de 2016.
Estando na Inglaterra, o seio de nossa história denominacional, o ensejo me leva a escrever num momento
tão importante para nossa igreja e povo wesleyano. Nada mais autêntico
que daqui mesmo.
Embora fizemos 50 anos de chamado, porém temos de fato
279 anos de impacto metodista e legado wesleyano no mundo.
Sinto-me honrado por ter nascido em um berço de tamanha estirpe. Este fato não nos torna melhor que cristão algum, todavia, nos alegra a herança.
Sinto-me honrado por ter nascido em um berço de tamanha estirpe. Este fato não nos torna melhor que cristão algum, todavia, nos alegra a herança.
Nesta ocasião do Jubileu de ouro pensemos...sim, reflitamos
sobre a proposta de
missões urbanas deixada pelos nossos irmãos primitivos metodistas.
Particularmente, depois que os episódios da Ásia Menor encerram-se com a morte do apóstolo João, creio que foi por Deus, quando houve a insurreição do impacto urbano do evangelho no surgimento dos Hussitas em 1417, para que, sob a intrepidez da morte de Jan Huss, despertassem 200 depois os moravianos de Herrhunt na Moravia.
Particularmente, depois que os episódios da Ásia Menor encerram-se com a morte do apóstolo João, creio que foi por Deus, quando houve a insurreição do impacto urbano do evangelho no surgimento dos Hussitas em 1417, para que, sob a intrepidez da morte de Jan Huss, despertassem 200 depois os moravianos de Herrhunt na Moravia.
Sim, aquele povo iria inspirar o metodismo; como de fato o fez e
legou aos wesleyanos o maior movimento de Missões Urbanas que o mundo já
conheceu.
A famosa “chamada macedônica”, aconteceu nos meados de 1731
e, precisamente em 1732, quando “os Morávios” criaram uma ordem de missões
chamada de “Os seguidores do Cordeiro”, desta forma enviaram em 20 anos bem
mais missionários que a igreja protestantes da época com seus 200 anos de
existência.
Foi numa destas missões em 1735 que John Wesley estabelece o primeiro contato com os morávios através do episódio do navio The Simmonds, no Atlântico, fato este que o influenciou diretamente na chama do avivamento metodista na Inglaterra.
Foi numa destas missões em 1735 que John Wesley estabelece o primeiro contato com os morávios através do episódio do navio The Simmonds, no Atlântico, fato este que o influenciou diretamente na chama do avivamento metodista na Inglaterra.
Eles usavam o lema: Vicit Agnus Noster. Eum Sequamur! (Venceu
o nosso Cordeiro! Vamos segui-lo).
E como é interessante isto...pois com
William Carey, os Batistas romperam o mundo em missões, há até um registro dos
Unitas Fratum em 1555 através de Huguenots no Brasil.
Porém, o Metodismo, mesmo obtendo uma parcela de missões estrangeiras, todavia, o legado Wesleyano em termos urbanos é surpreendente.
Pensando bem, o desafio das Missões Urbanas metodistas do século XVIII foi de uma atuação tão estonteante que influenciou a conduta social da nação.
Tal como a carta de Wesley ao ministro Baker que iniciou a primeira reforma humanitária nas prisões inglesas e depois seguido o modelo por outras nações.[1]
A anti medida dos metodistas em face ao Imperialismo como resposta à revolução industrial, onde a Inglaterra registrou o menor número de depatriados na Europa Industrial.
O evangelho olhou além
da Cruz.
Uma verdadeira missão urbana não só revela
Cristo à cidade, mas afeta o modus vivendis de toda uma sociedade. Isto
é emocionante...uma lição para todos nós.
Quando falo "anti medida", leia-se que, enquanto todos aceitavam como ajuste a miséria do desemprego e pobreza que a Europa se tornou em face da revolução industrial, os metodistas foram às ruas, "arregaçaram as mangas", criaram empregos, atenderam aos pobres, coletaram ajudas, cuidaram de famílias, montaram escolas, orfanatos, escreveram publicações, doaram remédios, etc. e tal.
Quando falo "anti medida", leia-se que, enquanto todos aceitavam como ajuste a miséria do desemprego e pobreza que a Europa se tornou em face da revolução industrial, os metodistas foram às ruas, "arregaçaram as mangas", criaram empregos, atenderam aos pobres, coletaram ajudas, cuidaram de famílias, montaram escolas, orfanatos, escreveram publicações, doaram remédios, etc. e tal.
Nos idos de 1798 o plano social e econômico estava mudado...e
a expansão marítima pôs a Inglaterra de volta ao crescimento...teria sido obra
do acaso?
Não senhores, há uma bênção de Deus por trás disto tudo e oriunda da oração daquele povo.
Não senhores, há uma bênção de Deus por trás disto tudo e oriunda da oração daquele povo.
Digamos...na "linha do pensamento" o
nosso modelo ainda é igreja-cidade, portas abertas e impacto social com o
resultado de vidas salvas pela graça de Deus.
Que ao invés de nos tornar um MONUMENTO HISTÓRICO ou passarmos a ser um MOVIMENTO EUFÓRICO, possamos ser um MOVER DO ESPÍRITO...
...a Igreja que traz para a cidade a maior resposta de todos os tempos...que lhe salve a alma e lhe traga o pão. Que o Brasil veja em nós, e no povo sincero de Deus, uma resposta para todo o mar de lama moral e desesperança espiritual que a nação atravessa e agoniza nos dias atuais.
Que ao invés de nos tornar um MONUMENTO HISTÓRICO ou passarmos a ser um MOVIMENTO EUFÓRICO, possamos ser um MOVER DO ESPÍRITO...
...a Igreja que traz para a cidade a maior resposta de todos os tempos...que lhe salve a alma e lhe traga o pão. Que o Brasil veja em nós, e no povo sincero de Deus, uma resposta para todo o mar de lama moral e desesperança espiritual que a nação atravessa e agoniza nos dias atuais.
Somos uma igreja limpa, pura e dirigida pelo SENHOR através
de uma liderança integra.
Temos condição de, nos próximos 50 anos, trabalhar sob a missão primaz que Deus nos entregou, levar o evangelho puro de Jesus, a tocha do Espirito Santo, a pratica metodista e o legado Wesleyano e assim fazer como fez a geração de pastores que nos antecedeu:
deixar uma geração comprometida com a Santidade e o amor incondicional que transforma o mundo.
Temos condição de, nos próximos 50 anos, trabalhar sob a missão primaz que Deus nos entregou, levar o evangelho puro de Jesus, a tocha do Espirito Santo, a pratica metodista e o legado Wesleyano e assim fazer como fez a geração de pastores que nos antecedeu:
deixar uma geração comprometida com a Santidade e o amor incondicional que transforma o mundo.
Desculpem-me,
por tantas linhas, mas só terei um jubileu na vida para escrever uma carta como
esta. Hoje não temos que virar a página e reescrever nova história, só
precisamos continuar nossa linha de esplendor sem fim!
Despeço-me, da mesma
forma que George Whitefield assinava suas cartas.
"Atenciosamente, deste teu pobre irmão pecador”
Elizeu Gomes, pregador.
[1] - Buyers, Paul E. - O avivador do Cristianismo, pg 44.
Imprensa Metodista 1944.





Comentários
Postar um comentário